Coletâneas de agosto…
PREGUIÇA, muita preguiça de tudo! está insuportável. Não é queixa, é desabafo.
Eu ia separar os textos que amei e não o fiz… estão todos abaixo, com seus devidos autores, e quem não tiver, é porque não sei. Aceito nomes de quem souber autoria.
Lindo texto do Carpinejar
A Idade em Que o Tempo Senta à Mesa
Existe uma fase da vida em que o espelho começa a nos tratar com uma sinceridade quase ofensiva.
Os cabelos debandam discretamente. Os joelhos passam a emitir boletins sonoros. A memória, às vezes, resolve brincar de esconde-esconde justamente com o nome daquela pessoa que acabamos de encontrar no supermercado.
E há também o fenômeno mais cruel de todos: levantar da cadeira emitindo um “opa!” involuntário… como se a coluna precisasse de autorização verbal para funcionar.
Mas talvez exista uma beleza secreta nisso tudo.
Porque, enquanto o corpo vai lentamente negociando limites com o tempo, a alma — curiosamente — começa a ficar maior.
Mais generosa. Mais paciente. Mais humana.
Chega uma idade em que já não precisamos vencer discussões inúteis. Nem provar inteligência. Nem disputar importância. A vida finalmente nos ensina que certos troféus pesam mais do que valem.
Então começamos a trocar pressa por presença.
E isso muda tudo.
O café deixa de ser apenas café. Vira cerimônia. Vira encontro. Vira desculpa para conversar sem relógio.
As amizades antigas ganham um brilho raro.
Porque sobreviveram às décadas, aos desencontros, às mudanças, às perdas, às teimosias e até às opiniões políticas — milagre estatisticamente improvável para homens acima dos setenta… especialmente em grupos de WhatsApp.
E o amor… Ah, o amor também muda.
Já não precisa incendiar o mundo. Basta aquecer o coração.
Às vezes ele chega na forma de uma mensagem simples: “Você está bem?”
E pronto. Aquilo ilumina o dia inteiro.
Descobrimos também que aventura, na maturidade, ganhou novos significados.
Dormir a noite inteira sem acordar duas vezes para ir ao banheiro virou quase uma experiência transcendental. Encontrar um exame médico com todos os índices normais provoca emoção semelhante à conquista de uma Copa do Mundo. E viajar sem esquecer os remédios já pode ser considerado um ato de ousadia internacional.
Mas existe algo profundamente épico em continuar vivendo com ternura apesar de tudo.
Apesar das ausências.
Apesar das despedidas.
Apesar dos amigos que partiram cedo demais e deixaram cadeiras vazias em nossas mesas e silêncios difíceis de explicar.
Ainda assim… continuamos marcando encontros.
Planejando viagens. Rindo das mesmas histórias.
Inventando motivos para celebrar aniversários.
Plantando ipês brancos em algum canto da memória.
Talvez seja isso que sustenta o mundo sem que a gente perceba: homens e mulheres comuns insistindo delicadamente em continuar amando a vida.
Porque envelhecer não é desaparecer.
É diminuir o barulho externo para escutar melhor o essencial.
É descobrir que felicidade talvez nunca tenha sido uma linha de chegada. Era apenas aquela conversa boa depois do almoço… o telefonema inesperado… o abraço demorado… o amigo que ainda lembra do seu apelido de juventude… e a mesa onde alguém sempre guarda um lugar para você.
No fim das contas, talvez a grande vitória da maturidade seja esta:
aprender que a vida não precisa mais correr.
Agora ela pode apenas… sentar conosco à mesa.
Autor: FABRICIO CARPINEJAR
A vida me ensinou, hoje estou mais tranquilo, pois apesar de toda essa bagaceira aprendi algumas coisas observando o mundo. Em relação à situação do país fiquem tranquilos. O que Lula está fazendo é, absolutamente, previsível. Ele está chegando ao final da carreira e não fez sucessor. Apesar do grande estrago que o PT fez na nossa sociedade, isso vai passar. Tudo passa!
Eu vi um Miguel Arraes imbatível ser trucidado por Jarbas Vasconcelos na sua última eleição.
Vi um Jarbas Vasconcelos ir de pires na mão pedir uma vaguinha na chapa do PT, depois de desdizer tudo o que disse a vida inteira.
Eu vi que meus ídolos de infância cheios de ética e moral como: Chico e Caetano, não passavam de pilantras atrás de uma boquinha e cegos de uma ideologia que não sabem o que é, pois são socialistas que se sentam nas mesas requintadas de Paris.
Vi Tucanos e petistas de mãos dadas por debaixo da mesa, enquanto se mordiam na mídia pelo poder!
Vi um Tasso Jeressati dominar por 20 ANOS o Ceará com uma arrogância e hoje é uma reles lembrança de um cadáver ambulante.
Agora, vejo Ciro assim e os Ferreira Gomes mendigando ao PT cargos.
Vejo um movimento de pilantras, que sopram ao sabor da grana que comanda o país que é o centrão!
Já tivemos medo das FFAA. Hoje, as FFAA estão, totalmente, desrespeitadas e desmoralizadas.
Vi Moro prendendo o diabo e o cão dos infernos.
Hoje, é um mediocrizinho desmoralizado.
Vi Lula endeusado e depois preso.
Hoje, presidente, totalmente, sem nenhuma moral e, mundialmente, ridicularizado.
Vi um presidente honesto vociferando.
Chamou o STF para a briga e na hora “H” caiu, fazendo a máxima de Churchil: persistiu, não quis a guerra e recebeu a humilhação.
Coloquemos neste texto, que o antes poderoso, responsável por tudo o que aconteceu de ruim para o Brasil, na tal nova república, encontra-se, hoje, decrépito, numa cadeira de rodas, sem sequer reconhecer qualquer pessoa e sem se lembrar, pra se regozijar, de todo o mal feito ao Brasil. Trata-se de Fernando Henrique Cardoso. Que Deus continue lhe dando o castigo merecido!
Vejo o PT na receita certa de destruir e se autodestruir, alimentar, insaciavelmente, o centrão e explodir a dívida pública!
O Peronismo ruiu assim na Argentina. Perdeu para um fraco Macri e agora para Milei!
Além dessas coisas há as intempéries da vida, a maior delas a morte.
Dudu Campos que o diga: os acidentes e as doenças. Portanto, não há garantia nenhuma de longevidade para Dino e Xandão.
No mais é o tempo!
Há cerca de dez anos atrás, quando vi o PT dilacerando tucanos, Ciro, Marina, etc., eu dizia: o PT não quer entregar e vem coisa pior. Dito e feito: surgiu o movimento das massas em 2013, a lava jato, a cassação de Dilma e a prisão de Lula.
O pior de tudo para o PT foi o surgimento de um movimento escondido gigante de direita, que ninguém poderia prever.
Ninguém previu um Bolsonaro. E nem mãe Dinah e Nostradamus previram.
Por isso, eu digo: isso é fogo de palha. Passa já. É só esperar o tempo e, depois, pagar o prejuízo que causaram.
E quantos novos líderes a direita não se levantou?
Temos Tarcísio, Zema, Níkolas, Gayer, Cap. Derrite, Sgt Fahur, Sgt Lima e muitos outros.
A esquerda só ganha entregando emendas milionárias, nos “acordos entre amigos.” Isso, também, vai acabar.
Somos muitos, gigantes, unidos e infalíveis.
Um grande exemplo da nossa força são os boicotes.
Nascemos há pouco tempo, mas já nascemos grandes.
Não desistimos da luta.
Não iremos parar, não iremos recuar e não iremos perder.
Deus é nossa força, a família é nossa base, a liberdade é nossa meta e a Pátria, ahhh a Pátria.
A Pátria é nossa terra.
Terra rica e abençoada por Deus.
Se fomos incansáveis em 2023, 2024 e 2025 seremos rocha em 2026.
Estou enviando esta mensagem para você, pois tenho certeza de que é um dos nossos.
Sugiro que você envie, apenas, para quem você tem certeza de que também é PATRIOTA, para que nesta data as Redes Sociais (WhatsApp, Telegram, Instagram, Facebook,…) sejam inundadas com a nossa bandeira 🇧🇷, VERDE E AMARELA, juntamente, com a frase: SOU PATRIOTA!!!
Benditas sejam as pessoas que nos desejam o bem de verdade, e que a gente nunca perca a sensibilidade de reconhecer quem são. Que saibamos perceber no olhar, no gesto e até no silêncio quem torce pela nossa felicidade, mesmo de longe. Quem não aparece apenas quando tudo está bonito, mas permanece quando a vida fica difícil. Que Deus retribua com amor dobrado quem cuida da gente sem fazer alarde, sem esperar nada em troca, sem competir. Gente que ora pela nossa vitória em segredo, que se alegra como se a conquista também fosse sua. É por essas pessoas que a caminhada fica mais leve. E que nunca nos falte clareza no coração para saber quem soma, quem ilumina e quem merece permanecer ao nosso lado.
O PESO DE VIVER MUITO. JÁ FEZ O SEU DEVER?
Estamos comemorando a longevidade sem perguntar quem vai pagar a conta dela.
Por Kika Gama Lobo
Veja Rio
18 ago 2026
Há uma nova religião circulando por aí: a longevidade.
Vivemos fascinados pela ideia de chegar aos 90, aos 100, aos 110. Celebramos a nova régua do tempo como quem descobre uma terra prometida. Nas redes sociais, envelhecer virou quase um privilégio estético: cabelos brancos charmosos, corpos sarados, viagens, vinhos, sexo, pilates, skincare, trilhas, empreendedorismo depois dos 60 e aquela frase perigosíssima: a idade está apenas na cabeça.
Não. A idade também está na conta bancária. No plano de saúde. Na solidão de uma terça-feira à noite. Na memória que falha. Na filha que mora em outro país. No filho que trabalha 12 horas por dia e não consegue cuidar de ninguém. No cuidador que custa uma fortuna. No aluguel que sobe. No remédio que não cabe no orçamento.
Precisamos falar do peso de viver muito.
Porque viver muito é uma conquista extraordinária — mas pode também ser uma operação logística, financeira, emocional e familiar de proporções gigantescas.
A medicina ampliou o prazo de validade. A sociedade, porém, ainda não aprendeu a financiar, cuidar e acolher esse novo tempo.
Estamos comemorando a longevidade sem perguntar quem vai pagar a conta
dela.
E não estou falando apenas de dinheiro.
Estou falando de planejamento.
Quem pretende viver até os 90 precisa começar a pensar nisso muito antes dos 70. Precisa construir patrimônio, cuidar do corpo, cuidar da cabeça, cultivar amizades, aprender a pedir ajuda, organizar documentos, discutir herança, pensar em moradia, entender como funcionará seu cuidado futuro e, sobretudo, construir uma rede.
Porque ninguém envelhece sozinho.
Mesmo quando mora sozinho.
A grande mentira contemporânea é essa fantasia de independência absoluta. Como se envelhecer bem significasse não precisar de ninguém. Como se pedir ajuda fosse fracasso.
Como se uma mulher de 82 anos pudesse resolver tudo pelo celular, marcar consulta pelo aplicativo, autorizar procedimento por biometria, conversar com robô de atendimento e ainda sorrir para a câmera dizendo que está “vivendo sua melhor fase”.
Estamos criando uma geração de longevos sem rede.
Filhos moram longe. Famílias diminuíram. Casamentos terminam. Amigos morrem. As pessoas mudam de cidade, de país, de continente. A vida profissional exige mobilidade. A economia exige produtividade. E o cuidado — esse trabalho invisível que durante séculos foi empurrado para as mulheres da família — ficou caro.
Muito caro.
A chamada economia do cuidado está se transformando em um dos grandes
desafios deste século. Cuidador, enfermagem, residência assistida, fisioterapia, acompanhamento médico, alimentação adequada, transporte, adaptação da casa. Tudo custa dinheiro.
E quem não tem?
Quem não construiu uma reserva?
Quem depende exclusivamente de um benefício previdenciário?
Quem pagou plano de saúde durante décadas e agora descobre que o preço ficou quase incompatível com sua renda?
Quem tem 78 anos e uma filha em Lisboa?
Quem tem 91 e nenhum filho?
A longevidade não é democrática.
E essa talvez seja uma das frases mais importantes que precisamos dizer neste momento.
Não existe um único envelhecimento.
Existe o envelhecimento de quem tem dinheiro e o de quem não tem. O de quem mora perto dos filhos e o de quem mora sozinho. O de quem tem plano de saúde e o de quem depende exclusivamente do SUS. O de quem envelhece com amigos, amor e propósito e o de quem envelhece empilhando perdas.
Na internet, entretanto, parece que todos envelhecemos iguais.
Uma espécie de Disney grisalha.
Todo mundo ativo. Todo mundo desejável. Todo mundo viajando. Todo mundo fazendo musculação. Todo mundo começando uma segunda carreira. Todo mundo sexualmente potente, emocionalmente resolvido e financeiramente organizado.
É bonito.
É inspirador.
E é profundamente insuficiente.
Porque existe uma indústria poderosa vendendo a ideia de que envelhecer bem é uma questão de atitude. Tome colágeno. Faça exercício. Medite. Coma proteína. Tenha propósito. Faça terapia. Viaje. Ame. Dance.
Ótimo.
Mas quem paga?
Quem prepara a comida?
Quem leva ao hospital?
Quem fica quando a autonomia começa a escorrer pelas frestas?
A romantização da velhice pode ser tão cruel quanto o próprio preconceito contra os velhos.
Porque ela transforma uma questão coletiva em responsabilidade individual.
Se você envelhecer mal, a culpa será sua.
Não se cuidou.
Não guardou dinheiro.
Não fez terapia.
Não se exercitou.
Não teve propósito.
Ora, façam-me o favor.
É claro que escolhas individuais importam. Autocuidado importa. Saúde mental importa. Educação financeira importa. Resiliência importa.
Mas sorte também importa.
Genética importa.
Classe social importa.
Acesso à saúde importa.
Políticas públicas importam.
O problema é que não estamos preparados para essa vida.
Precisamos urgentemente de uma nova cartilha do bem viver. E ela deveria começar na adolescência.
Não para ensinar adolescentes a “envelhecer”, mas para ensinar que o tempo tem consequências.
Educação financeira deveria falar de longevidade.
Educação emocional deveria falar de perdas, solidão e dependência.
A escola deveria discutir cuidado.
A sociedade deveria discutir moradia para idosos.
As cidades deveriam ser pensadas para quem tem mobilidade reduzida.
O mercado de trabalho deveria considerar carreiras mais longas.
O sistema de saúde deveria se preparar para uma população que viverá décadas depois da aposentadoria.
E as famílias deveriam conversar sobre dinheiro, cuidado, herança, moradia e decisões de fim de vida antes da emergência.
A pergunta, portanto, não deveria ser apenas: “Como viver mais?”
Essa pergunta já está velha.
A pergunta que precisamos fazer agora é:
“Como vamos sustentar os anos que conquistamos?”
Porque chegar aos 100 pode ser maravilhoso.
Mas chegar aos 100 sem dinheiro, sem vínculos, sem assistência, sem saúde mental e sem uma rede de cuidado pode transformar o tão celebrado presente da longevidade em uma longa travessia de abandono.
Não quero uma sociedade obcecada por acrescentar anos à vida.
Quero uma sociedade preparada para sustentar a vida que esses anos acrescentaram.
Até quando vamos romantizar envelhecer sem discutir o preço de continuar vivo?
Porque viver muito é maravilhoso.
Desde que a gente consiga viver — e não apenas durar.
Este último eu amei D+ Valeu Kika!!!